quarta-feira, janeiro 16, 2008
Tenho passado pouco tempo com os antigos amigos do Vieira, e sempre de forma apartada. Zulu e Farofa, quando o segundo chega de Cuba; Foca, Felipe, Niki, e Gump, o primeiro e o terceiro amigos há mais tempo que todos os demais; CD, Léo, Bozo, Bart, e Wilbor, em raras oportunidades, mas sempre memoráveis; Jota, lobo solitário; Iuri Mococa, em alguns esparsos momentos do ano; e os demais amigos, também em ocasiões cada vez menos frequentes.
Mas existe algo sobre a juventude que não se explica. Como quando o Conde de La Fere, o Barão de Vallions e Pierre-fonds, o Capitão Dartagnan e o Cavalheiro Aramis, se encontram em 20 anos depois.
Ou em Sleepers, naquela cena final, antes da catarse de tragédias que se abate sobre os personagens.
Longe de nós sermos um filme ou um livro, ou termos fins trágicos como os demais.
Mas a sensação, o misto de nostalgia, felicidade efêmera, respeito e bem-querer mútuos que unem amigos de infância, que viram no outro a transformação de meros bebês chorões a adultos que levam a vida, em todos os seus percalços, é estranha, é arte, é um pouco de ficção em uma realidade cada vez mais alheia aos sonhos.
É sempre bom rever os amigos. Quaisquer amigos. Mas os amigos da infância e da adolescência, de alguma forma, contém em suas lembranças o segredo de uma época em que nos atiramos de cabeça, sem olhar para baixo, rumo à felicidade.
Não sei o que acontece depois. É só.
Victor Castro, 1º F (1999), nº 46.
Mas existe algo sobre a juventude que não se explica. Como quando o Conde de La Fere, o Barão de Vallions e Pierre-fonds, o Capitão Dartagnan e o Cavalheiro Aramis, se encontram em 20 anos depois.
Ou em Sleepers, naquela cena final, antes da catarse de tragédias que se abate sobre os personagens.
Longe de nós sermos um filme ou um livro, ou termos fins trágicos como os demais.
Mas a sensação, o misto de nostalgia, felicidade efêmera, respeito e bem-querer mútuos que unem amigos de infância, que viram no outro a transformação de meros bebês chorões a adultos que levam a vida, em todos os seus percalços, é estranha, é arte, é um pouco de ficção em uma realidade cada vez mais alheia aos sonhos.
É sempre bom rever os amigos. Quaisquer amigos. Mas os amigos da infância e da adolescência, de alguma forma, contém em suas lembranças o segredo de uma época em que nos atiramos de cabeça, sem olhar para baixo, rumo à felicidade.
Não sei o que acontece depois. É só.
Victor Castro, 1º F (1999), nº 46.
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